segunda-feira, 4 de junho de 2012

Existe “bairro nobre” em Camaçari?

Vi um amigo corretíssimo ao criticar o abandono do Inocoop, bairro de Camaçari tido outrora como "nobre" e que já teve como moradores, a (pseudo)fina-flor da política camaçariense, com vereadores, secretários, prefeitos, etc...

Interessante é que o Inocoop, mesmo se tratando de um conjunto habitacional popular, possuiu esse status de "nobre" sem nunca ter sido realmente, talvez por porque foi um dos primeiros com "prédios" a serem construídos na cidade. De verdade o “Inocoop é uma "COHAB", Conjunto Habitacional. O nome INOCOOP quer dizer, 'Instituto de Orientação ás Cooperativas Habitacionais'. Como o nome diz, é uma instutuição ou organização com o fim de promover a habitação de uma determinada região.” (Fonte: http://migre.me/9meDD) .

Mas atribuir “nobreza” aos lugares em Camaçari é muito comum e por aqui temos esse hábito até hoje, vide o caso do dos conjuntos habitacionais do PAR (Programa de Arrendamento Residencial) como o Verde Ville, além dos imóveis financiados pelo “Minha Casa, Minha vida” da construtora Tenda, ou até o isolado “Bairro Novo”, lá perto da LIMPEC, empreendimento que em todo lugar onde foi construído pelo Brasil afora, recebeu a alcunha de "POPULAR" (vide o caso do de Salvador, que fica na Cia x Aeroporto, divisa com Itinga e Areia Branca), mas que em Camaçari tem status de "nobre" para alguns, que se referem àquela “lonjura”, onde não se tem NADA, nem transporte, como se fosse algo "do outro mundo" (E eu até acho que é, já que fica perto de nada com coisa nenhuma)! Qual é mesmo a nobreza desses lugares?

A realidade é que o verdadeiro "bairro nobre" de Camaçari foi Villas do Atlântico, em Lauro de Freitas, já que quem veio trabalhar no Polo e tinha grana de verdade foi para lá, fato que aconteceu novamente com a vinda da Ford, ficando aqui no Inocoop esse "cemitério de prédios" medonhos (Quem com mais de 25 anos não se recorda da época dos prédios inteiros abandonados e das invasões?), com suas ruas esburacadas, apertadas e hoje perigosas, tomadas pela violência e pelo TRÁFICO DE DROGAS. Um bairro que como meu amigo bem disse, foi lotado de políticos, mas que JAMAIS tomaram partido do lugar em que eles mesmos "viviam"!

O caos no Inocoop, bairro que não tem nem uma praça ou área de lazer para seus moradores, que tem um trânsito desgraçado quando inventam de parar dois lados da via principal e que os botecos infernizam a vida do povo com o barulho e todo tipo de transtorno, reflete bem o descaso em toda Camaçari, praticado por TODOS os governos dos últimos 30 anos... 

Inocoop, Verde Horizonte, Cristo Redentor, Nova Vitória, Ponto Certo, Gravatá, Rabo da Gata, Gleba A, B, C, PHOC's... Hoje em dia é tudo a mesma coisa! E respondendo a pergunta que eu mesmo fiz, sim, existe bairro "NOBRE" em Camaçari, porém, eles ficam na Orla: Interlagos, Paraíso dos Lagos, Genipabu, Busca Vida... Inocoop e nenhum dos outros citados aqui na sede da cidade, não chegam nem perto dos verdadeiros "bairros nobres" de Camaçari, onde residem Deputados, Governadores, Empresários, etc...

Por aqui não temos bairro NOBRE, temos, bairro POBRE e tenho dito!

Danival Dias
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Boas Festas parcelado

Imagem: http://migre.me/7fywB
É impressionante como no final do ano ficamos mais sensíveis! Luzes de Natal, musiquinhas temáticas, presentes, confraternizações com os amigos, beijos, abraços e desejos de um ano novo repleto de felicidades...

Chega dia 1º de janeiro e ainda sob a ressaca do vinho da noite anterior, a maioria de nós já esquece de toda a bondade plena de horas antes e volta a se comportar da mesma forma que fará pelos onze meses seguintes do ano, sem carinho, sem abraço, sem bem querer, até chegar o próximo mês de dezembro com o Natal e as festas de fim de ano, começando tudo novamente, luzes, musiquinha, presentes...

Tenho uma sugestão, este ano, ao invés de desejar somente um feliz Natal e um próspero ano novo, meus votos são de que peguemos todo o excesso de bondade que aflora em nossos corações "somente" em dezembro e assim como fazemos em nossas compras, dividamos em "12 PARCELAS IGUAIS" (e neste caso, de preferência com juros), assim, teremos um pouquinho do espírito de festa, paz, felicidade e desejo de dias melhores ao próximo em cada mês do ano que se aproxima!

Feliz 2012(*), com saúde, sorriso, paz, abraço e muita esperança por momentos felizes... Lembrem-se, não estaremos aqui para sempre!

Danival Dias
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(*) Texto originalmente publicado no Camaçari Notícias em 2008, desejando um feliz 2009.

sábado, 16 de julho de 2011

Eu ainda acredito perdidamente no amor...

Imagem:http://acessa.me/f9jp
Virou epidemia a fala de algumas de mulheres trazendo falsa a idéia de que a “responsabilidade” por uma relação bacana, sadia, com amor, carinho, respeito, atenção, companheirismo e etc., seja somente dos homens... Os insucessos e frustrações também nos são atribuídos, já que segundo algumas delas, somos nós que “não prestamos” ou que “somos todos iguais”!
Discordo da idéia de que o problema é de gênero, pois, com absoluto conhecimento de causa, posso afirmar que nós, os homens, também passamos por "poucas e boas" quando o assunto é relacionamento amoroso!
O que nós mesmos andamos fazendo para mudar a realidade de supostas dificuldades? Quais são os requisitos/valores que atribuimos para darmos uma oportunidade a alguém? Eu só quero o “sarado(a)”, o “gatinho(a)”, o “rico(a)”? Eu sou o “sarado(a)”, o “gatinho(a)”, o “rico(a)” para só querer alguém assim? Isso é realmente importante? Existe mesmo “receita de bolo” para que relações sejam perfeitas? SERÁ QUE O PROBLEMA NÃO ESTÁ EM NÓS E EM NOSSAS ESCOLHAS?
Eu, ao invés de traçar “perfis imaginários de pessoas perfeitas”, que só figuram minhas fantasias, prefiro buscar as oportunidades e dar oportunidades, vivendo um dia de cada vez, o que parece clichê, mas funciona!
Diferentemente da prática de muitos, mesmo já tendo passado maus bocados, nunca abracei as generalizações do tipo “toda mulher é assim ou assada” como verdade absoluta. Prefiro acreditar que cada pessoa tem o seu jeito de ser e é única! O resultado disso é maravilhoso, pois, quando se menos espera, alguém especial aparece em sua vida lhe dizendo algo como as belíssimas palavras de Caio Fernando de Abreu: “Calma, eu estou com você”!
Eu ainda acredito perdidamente no amor...
Danival Dias
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quarta-feira, 18 de maio de 2011

2012 já começou!

Imagem: http://acessa.me/d4a3
Mal acabou a chatice da campanha eleitoral para Presidente, Governador, Senador e Deputado, já começaram as especulações à sucessão municipal... Em Camaçari isso é sempre motivo de polvorosa, ainda mais quando nem oposição nem situação têm nomes de consenso para concorrer às vagas.

Quem não quer ser prefeito de Camaçari? Quem não quer administrar umas das cidades mais ricas do Brasil? E a Câmara? Quem não quer viver a “mamata” de ser vereador e “trabalhar” apenas duas vezes por semana? Se o camarada se tornar presidente da casa, vai administrar um orçamento maior do que a de muitos municípios do país!

Costumo dizer que nos jardins de Camaçari, ao invés de plantas e flores, poderiam brotar uvas e peras; das fontes luminosas, ao invés de água, poderia jorrar Coca-Cola, tanto que é o dinheiro público nos cofres dessa cidade, motivo de cobiça dos eternos candidatos e dos que estão doidos para por a mão nesse “bolo”!

Desde o retorno da democracia, todos os governos de Camaçari estiveram praticamente sob o comando do mesmo grupo: primeiro um, depois outro e hoje a mistura de tudo que já teve antes! Já começaram as especulações e no rol dos que pleiteiam vagas tanto para prefeito quanto para vereador, figuram, além de algumas “múmias”, nomes, cujos sobrenomes estão ligados aos que estão ou já estiveram “mamando” nas tetas governamentais! Tomemos muito cuidado, a política local precisa de renovação e de camaçarienses (natos ou de coração) que tenham amor e compromisso por essa cidade e seu povo...


Danival Dias
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terça-feira, 22 de junho de 2010

Camarote pago no Camaforró

Pelo segundo ano consecutivo teremos no Camaforró o camarote pago. Ano passado eu fui e gostei muito da experiência, apesar de às vezes confundir o camarote pago com o camarote institucional do governo, já que um era do lado do outro e para ter acesso a um, entrava-se pelo mesmo caminho do outro. Não que eu tenha nada contra gente de governo, mas é que já que o camarote é pago, que se separe o das “autoridades” (onde para falar a verdade fica meia dúzia de verdadeiras autoridades e centenas de bajuladores) do que a gente para ter acesso teve que pagar antecipadamente e em espécie!

Na verdade os tais camarotes institucionais também são pagos por nós, mas em Camaçari sempre os considerei motivo de piada, já que a turma da bajulação faz questão de ficar com a “cara na tela” para ser vista pelo povão e/ou para sair nas fotos dos sites de noticias da cidade, posando de “celebridade”! Também nunca entendi quais eram os critérios para um cidadão ter acesso e outro não a esses camarotes, que por sinal, já que eles são construídos com recursos do povão, todo mundo em tese também deveria poder entrar. Sabendo que isso é humanamente impossível, que ficassem por lá comendo e bebendo a nossas custas, somente as verdadeiras autoridades do município e não os bajuladores, sobrinhos, primos, genros, compadres, etc.!

O problema é que me disseram uma vez que em Camaçari todo mundo é “dotô”, e parece ser mesmo, pois eu fui até testemunha ano passado (quando paguei do meu bolso para entrar no camarote, ressalte-se) de nego gritando com segurança na portaria “SABE DE QUEM SOU FILHO?” ou o absurdo “MEU NOME É FULANA DE TAL!”, creiam!

Comercializar o espaço, para que o cidadão comum, como eu e você tenhamos acesso ao conforto de curtir uma festa tão grandiosa como o Camaforró é uma iniciativa maravilhosa, já que chegar ao “Olimpo”, digo, camarote das “autoridades” não é para qualquer um! Tomara que para os próximos anos esse tipo de serviço seja expandido e melhorado, assim como já ocorrem com as barracas, dando oportunidade inclusive para que segmentos especializados em entretenimento explorem esse filão, oferecendo serviços bacanas, bem ao modo dos grandes eventos do porte do Camaforró por todo o Brasil e como já estava começando a acontecer inclusive em Camaçari, nos tempos áureos do nosso saudoso Camafolia, antes de sua descontinuidade...

Danival Dias
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Segurança Pública x Entretenimento x Mobilização

Não há como não se manifestar sobre algo tão chocante à sociedade como foi o bárbaro assassinato do delegado de Camaçari, Dr. Clayton Leão (http://migre.me/Rnn5). E qual a relação entre um site de entretenimento com segurança pública? Toda! Quero chamar a atenção aqui para o nosso poder da mobilização popular. O que aconteceria se um dia o governo acabasse com o carnaval? Em âmbito local, qual seria a reação ao cancelamento, por exemplo, das festividades juninas em Camaçari?

Em hipóteses como essas, certamente a sociedade civil organizada, instituições, poderes, políticos, todos se manifestariam contra essa “afronta”... Mas para cobrarmos do Estado o que é sua OBRIGAÇÃO prover, como EDUCAÇÃO, SAÚDE, MORADIA e SEGURANÇA, qual a grande mobilização em torno disso?

Tragédias como a ocorrida com delegado causam comoção, dor, revolta, mas com uma semana, nos esquecemos de tudo e nossa preocupação deixa de ser a violência – e os mecanismos para combate-la – e volta a ser as festas, as farras, as benesses providas pelo “meu político” para minha satisfação imediata e pessoal...

Estamos vivendo tamanho caos que “morre um Clayton Leão” por minuto nesse Estado! Lembre-se disso na hora de escolher os seus representantes nos governos e não se iluda com falácias e “esmolas”; é a nossa vida que está em jogo e (LITERALMENTE) corre perigo!

A Polícia Civil da Bahia perde um de seus melhores homens e a tensão vai também para nós, cidadãos comuns, pois se até autoridades estão expostas a violência desenfreada e maquiada pelos governos, como fica nossa situação?

Danival Dias
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domingo, 16 de maio de 2010

Bares, restaurantes, casas de show de Camaçari: acessibilidade zero

Existem situações que simplesmente não nos chamam a atenção se não a vivenciarmos. Eis que recentemente batendo papo com meu amigo cadeirante, Alysson Cairo e ouço dele uma queixa para qual eu jamais havia sequer me dado conta, que é a de que falta acessibilidade nos espaços de evento de Camaçari!

Não estou falando aqui somente da construção de uma “rampinha” na entrada, apesar dela também estar ausente na maioria absoluta dos espaços, mas de uma completa reestruturação em bares, casas de eventos e restaurantes, com reformas em seus banheiros, por exemplo, para poderem receber uma parcela da população que só é lembrada em situações de necessidade, infelizmente.

Esquecemo-nos de que cadeirantes e pessoas com qualquer tipo de deficiência física, também gosta de música, de festa, de sair, de dançar, de “tomar uma gelada” com os amigos... Faça agora mesmo uma pesquisa mental e responda para si, quantos espaços públicos de lazer em Camaçari estão adaptados a essa parcela de sociedade?

Ouvi de um proprietário que “a quantidade de pessoas nessas condições que freqüentam bares, casas de eventos e restaurantes é pequena”, mas será que isso não ocorre justamente pela falta de acessibilidade? Poder público, não seria o caso de exigir por lei que isso fosse feito?
Empresário, saia na frente e mostre que o seu espaço é de todos e aumente sua clientela! Sociedade, cobre a acessibilidade que seus pares precisam, afinal, vocês sabem o quanto é bom se divertir, por isso, garanta a seu semelhante a oportunidade de sentir o mesmo...

Danival Dias
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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Estamos podres!

Desde que o mundo é mundo, ouvimos falar das atrocidades cometidas pelo mais cruel dos animais da terra que são os seres humanos, porém, o que diferencia o hoje do outrora, é que estamos perdendo nossa capacidade de indignação e achando que tudo é “normal”, onde pessoas passaram a ser bonecos, peças de um quebra-cabeça que montamos e desmontamos ao nosso bel prazer em nome da satisfação imediata, mesmo que para isso causemos dor e sofrimento...

O respeito pelo próximo acabou; o respeito com nós mesmos não existe mais! O mundo gira "em torno do nosso umbigo e o resto que se dane", pensam os imbecis! Piegas dizer isso? Não, real! Culto a futilidade, à promiscuidade, à falta de zelo, de carinho, de amor e compaixão ao próximo... Onde vamos parar? Já pensou no mundo que seus filhos, netos e amigos vão pegar pela frente?

Noite de sexta-feira da Paixão de Cristo, eu já prestes a ir dormir, quando vejo no jornal da TV uma chamada dizendo: “Morador de rua é vítima de humilhação em Porto Alegre” (Disponível em: http://migre.me/tsJe). O que está havendo conosco, gente? O que será que leva pessoas pararem um carro, sacarem uma lata de tinta e derramarem sobre um pobre coitado que dormia na rua, no frio, com fome e que não fazia mal algum a ninguém?

Como alguém que faz uma barbaridade dessas, ou todas as outras barbaridades como matar, roubar, estuprar, trair, gritar, ofender, consegue por a cabeça no travesseiro e dormir em paz? Estamos podres!

Essa gente ruim se esquece que nossa passagem por este mundo é breve...

Isso foi só um desabafo!

Danival Dias
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quinta-feira, 18 de março de 2010

Curtinhas para rir (ou chorar)!

por Danival Dias ( * )
EU TAMBÉM QUERO VOAR
O governador da Bahia, quando vem a Camaçari, seja para participar da “eleição” do presidente do seu partido, seja para inaugurar ampliação de hospital, só chega de helicóptero. Nem ele tem coragem de encarar os engarrafamentos da Paralela e os 18 quilômetros da “Via parafuso”. Eu que sou peão passo por lá todo dia para ir trabalhar e de vez em sempre tem acidente com morte...

DOAÇÃO DE VIATURAS (OBA!)
Falando em governador, o carinho com a cidade que ele vota e que já foi até candidato a prefeito é tão grande que das 1.200 (mil e duzentas) viaturas adquiridas, Camaçari recebeu UMA, para não ficar chupando dedo! Temos uma população estimada de 250 mil habitantes, com extensão territorial de 760 km² divididos entre a sede do município e os distritos (maior em território até do que a capital) e nos mandam somente UMA viatura?

OBA OBA INSTITUCIONAL
Ainda sobre a viatura, tão constrangedor quanto ter recebido apenas UMA, foi a nota expedida pela comunicação do governo municipal, com o título “Camaçari recebe viatura do governo do estado” (disponível em: http://migre.me/pulQ). A gente fica feliz com o teor da matéria, mas quando descobre que foi APENAS UMA, dá vontade até de chorar!

ABANDONO NO CENTRO DA CIDADE
Caminhando pelas ruas da Nova Vitória, no centro, parece que nem estamos na cidade mais rica do estado, cujos jardins, numa metáfora que faço, deveriam brotar “uvas e peras” e as fontes luminosas “jorrarem coca-cola”! Muita sujeira, ruas com lama, sem pavimentação ou coleta de lixo. Enquanto isso nos bairros ditos “nobres”, tudo lindo, ou pelo menos bem maquiado.

CONCURSOS DO LEGISLATIVO E EXECUTIVO
Pegou muito mal essa da Câmara fazer a prova do concurso no mesmo dia da prova da Prefeitura. Compartilho da mesma opinião do Professor Valdívio Pardal, de que provas no mesmo dia, cerceiam o cidadão de concorrer aos dois poderes! Quantas casas legislativas de todo o Brasil fazem suas provas independente? Os poderes no Brasil não são distintos? Em Camaçari não!

TODO MUNDO DO PARTIDO DA ESTRELA
Eu que achava que quando o Governo Federal, Estadual e Municipal fossem todos da mesma corrente política, estaríamos no paraíso. Ledo engano... Do jeito que andam conduzindo as coisas nas três esferas de governo, daqui a pouco vamos sentir saudade até de “malvadeza”, já que esses que estão aí hoje são tão maus quanto o antigo “dono da Bahia” (ou até piores, já que muitos se fazem de santo mas são demônios – vide mensalão, caso Celso Daniel, e escândalos mil envolvendo a turma da “estrela vermelha”).

OPOSIÇÃO E CONTROLE SOCIAL
Pela tristeza em ter descoberto que “todo mundo do mesmo lado” gera um estado de palidez e descaso, é que considero de EXTREMA IMPORTANCIA a existência de uma oposição RESPONSÁVEL. Acompanhamento e controle externo dos poderes pode ser feito tanto por quem recebe um mandato, quanto pelo povo mesmo, por meio das ferramentas de CONTROLE SOCIAL. O povo não tem noção do poder que tem, principalmente nos dias de hoje, que as informações sobre os governos estão ao alcance do mouse... PENSEM NISSO!

"Meu ideal político é a democracia, para que todo homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado." (Albert Einstein)

"Há quem chegue às maiores alturas só para cometer as maiores baixezas." (Ayres Brito, Ministro do STF)

( * ) Danival Dias é camaçariense apaixonado por sua terra e tem o umbigo enterrado (literalmente) onde hoje funciona o legislativo municipal. danival.dias@gmail.com [mail], danivaldias@hotmail.com [msn], www.twitter.com/danivaldias

domingo, 7 de março de 2010

‘Beber, cair e levantar’

Durante a minha adolescência eu já estudava a noite. Toda a minha turma do ginásio do Colégio Polivalente de Camaçari foi estudar o nível médio (naquela época, segundo grau) no José de Freitas Mascarenhas a tarde e eu, como precisava trabalhar e havia sido aprovado no processo seletivo para ‘Menor Aprendiz’ do Banco do Brasil, então com 15 anos, fui para o São Thomaz de Cantuária fazer o curso Técnico em Contabilidade, onde fiquei de 1992 à 1994. Lembro-me até hoje do meu primeiro dia de aula, nos fundos do colégio, em salas improvisadas, feitas de madeira e telhas de amianto, que os alunos veteranos apelidaram de ‘galinheiro’. Logo depois fomos transferidos para uma extensão do São Thomaz, no então recém-construído Colégio Normal de Camaçari, que ficava ao lado, onde permanecemos nos dois anos seguintes, até retornarmos para concluir o terceiro ano no próprio São Thomaz.

No primeiro ano do curso técnico, com apenas 15 anos de idade, me sentia deslocado no meio de colegas bem mais velhos do que eu, pois estava longe dos que haviam estudado todo o ginásio, mas para minha sorte, meu desconforto terminou com a chegada para estudar comigo, do meu vizinho de infância e amigo/irmão, graças a Deus até hoje, Joselito dos Anjos Miranda Júnior, que tem a mesma idade que eu. Com o tempo e já familiarizado com o ambiente até então estranho, adquiri calorosas e queridas amizades, algumas das quais também mantenho até hoje. Saíamos da aula às 22:00 horas, do centro em direção ao Ponto Certo sempre caminhando (sim, transporte em Camaçari desde essa época era difícil), sem medo e relativamente tranqüilos, pois a violência naquela época era muitíssimo menor do que a de hoje (sim, em Camaçari até bem pouco tempo era possível andar pelas ruas após as 22:00 horas!).

Nesse ponto da leitura, muitos devem estar se perguntando o que o título deste texto (‘Beber, cair e levantar’) tem a ver com o que escrevi até agora, mas eu explico, é que recentemente numa ‘manifestação’ estudantil que passou pela frente do meu local de trabalho, no centro da cidade, vi estudantes secundaristas com 15, 16 anos, atrás de um carro de som gritando palavra de ordem, dançando, cantando e... CONSUMINDO BEBIDA ALCOOLICA! Muitos também fumavam cigarros e outros já se encontravam num estado que nem deveriam saber o porquê de estarem ali... Vendo aqueles jovens, literalmente se auto-destruindo, não teve como não fazer um paralelo com o tempo que eu tinha a idade deles e já trabalhava e estudava a noite, numa época em que a oferta de cursos, trabalhos e estágios em Camaçari era quase nenhuma; as poucas (inclusive a oportunidade que tive para fazer o teste para o Banco do Brasil no qual fui aprovado) eram viabilizadas pela Casa da Criança e do Adolescente ou pela Secretaria de Ação Social, onde fiz o inimaginável para os jovens de hoje, curso de datilografia!

Na minha época, eu e meus colegas, pelo menos os que eram da mesma faixa etária (dos 15 aos 17 anos), jamais faltamos a aula para irmos a um bar; também nunca levamos bebida ou qualquer outro tipo de droga para dentro da escola e para falar a verdade, a primeira vez que me lembro de ter ingerido álcool (cerveja) em ‘grandes proporções’ como a turma do colégio anda fazendo hoje, eu já era maior de idade e já havia sido aprovado em primeiro lugar para a única vaga para da minha função, no concurso público do órgão em que trabalho até hoje; tinha apenas 18 anos! Para muitos, a bebida alcoólica que é lícita, mas também é DROGA, acaba sendo o trampolim para a maconha, cocaína, êxtase, crack e todo tipo de porcaria cujo consumo e toda sujeira que envolve sua produção e venda (tráfico) dizima famílias, mata pessoas, ceifa oportunidades e alicerça o clima de violência e insegurança que vivemos hoje em todo o país.

Recentemente me chamou à atenção a organização por jovens, em sua maioria, de uma ‘marcha’, pedindo a liberação de determinado tipo de DROGA e pesquisando descobri que o tal movimento possui site na internet onde eles sugerem seus ideais e até vendem camisetas e adesivos. Confesso que vibrei com a decisão da justiça em proibir a realização do evento em Salvador e outras cidades do país, afinal, por que não usar todo esse ‘poder de mobilização’ realizando as tais ‘marchas’, por exemplo, ‘pela moralização na política’, ‘contra o desvio de recursos públicos’, ‘contra o nepotismo no serviço público’, ‘pela redução da carga tributária’, ‘contra a prostituição infantil’, ‘para arrecadação de donativos às Obras Assistenciais de Irmã Dulce’? Fica aqui a minha sugestão!

Camaçari agora dispõe de CETEB (escola técnica estadual), CEFET (escola técnica federal), SENAI (escola técnica mantida pela indústria), UNEB (universidade estadual), CIEE e ANIMA (centros de intermediação para a contratação de estagiários de nível médio e superior), bolsa auxílio universitária mantida pela prefeitura, Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) que dá acesso às bolsas de estudo do Governo Federal de até 100% do valor das mensalidades em faculdades particulares, além de ônibus gratuito para as faculdades de Salvador, Lauro de Freitas e Simões Filho (CEFET), entre tantas outras benesses que não existiam para os estudantes secundaristas de pouco mais de 14 anos atrás...

Infelizmente, mesmo com todas as oportunidades à mão, ainda há uma parcela considerável de jovens que ao invés de ESTUDAR e TRABALHAR, parafraseando o título uma musica infame, que a despeito das pérolas produzidas por Luiz Gonzaga dizem ser forró, preferem e acham certo, ‘Beber, cair e levantar’.

Danival Dias
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Publicado originalmente em 19/06/2008 no jornal Camaçari Notícias, disponível em http://www.camacarinoticias.com.br/leitura.php?id=36985