quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Palavras amigas despretensiosas (ou presente de Natal antecipado)...

Imagem: http://migre.me/h56Hp
Encontrei um jovem amigo, que foi meu colega em minha breve passagem pelas fabulosas aulas de dança de salão do Professor Carlei Daltro na Cidade do Saber. Ele é frentista de um posto de gasolina. Quando parei, ganhei um aperto de mão. Muito gentil e sempre prestativo, o jovem amigo me disse:

“Nunca esqueci aquele nosso papo de uns seis meses atrás, sobre eu voltar a estudar! Seu incentivo para que eu fizesse faculdade, bate todo dia em minha mente. Vou estudar e você faz parte disso!”

Fiquei muito emocionado. Nunca imaginei que palavras despretensiosas fossem mudar a vida de alguém. Feliz com o que ouvi naquele momento, só lhe disse que ele ainda era muito jovem, que os estudos poderiam transformar a vida dele e que independente de idade, sempre era hora de recomeçar. Contei-lhe sobre mamãe, que entrou na faculdade à época aos 50 anos, e que hoje é uma pedagoga de primeira!
Palavras de incentivo, literalmente podem mudar a vida de alguém, talvez não tenhamos idéia de seu poder!
Força meu jovem amigo, você vai conseguir. Hoje eu literalmente ganhei o meu dia... Ganhei também, o meu presente antecipado de Natal!
Obrigado Deus!

Dan Danival Dias, o Borozinho
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terça-feira, 7 de maio de 2013

“Como é que faz para ter um emprego desses?” (Eu resolvi contar!)

Foto: http://migre.me/es2qI
No órgão em que trabalho como servidor público (concursado ressalte-se), o expediente às sextas-feiras encerra-se às 13 horas. Muitas vezes acontece de eu cruzar com alguém na rua e ser surpreendido com a pergunta, quase 100% das vezes em tom de sarcasmo: “Como é que faz para ter um emprego desses?”.
Para começo de conversa, gostaria de registrar que sim, eu trabalho 40 horas semanais, porém, da forma como são distribuídas pela administração da entidade, as sextas-feiras o nosso expediente é menor, mas é contínuo, sem parada para o almoço (consequentemente eu sempre almoço tarde nesse dia da semana...).
Orgulho-me muito da forma como cheguei ao serviço público, não por supostamente me achar melhor do que ninguém, mas sim pela forma como fui apoiado e incentivado principalmente por dona Nice, minha mãe, bem como pelo exemplo de profissional e ser humano que foi o meu saudoso pai, Domingos, que já não estava mais comigo quando passei no meu primeiro concurso.
Comecei a trabalhar muito cedo (vide: http://migre.me/erZsa) e antes mesmo de terminar o meu contrato então como Jovem Aprendiz do Banco do Brasil, já tinha decidido que ingressaria no serviço público, porém, só não sabia como iria fazer isso, o que era absolutamente normal para um jovem de 17 anos numa época em que não tínhamos acesso à internet como hoje!
Sem a menor condição de cursar uma faculdade particular, cujas mensalidades eram além das possibilidades financeiras da minha família e sem poder sonhar com a UFBA, cujos cursos eram quase que em sua totalidade diurnos e eu precisava trabalhar, a academia era algo completamente distante da minha realidade naquele longínquo ano de 1994. Enquanto meus amigos que podiam (ou não, coitados) queriam ir para a faculdade, eu depositava minhas esperanças em conseguir um emprego estável (E com o crachá de PVC, pois, eu quando garoto achava muito "chique" o povo dos bancos e do Polo Petroquímico que passavam por mim usando os seus crachás de PVC! Vai entender? Coisas de garoto!)...
Em 1995, já fora do banco, com o dinheiro da rescisão contratual e do FGTS, investi em um curso de informática numa escola renomada (Por sinal muito cara! Quem da minha época não se lembra da BYTE Informática?), algo que era novidade e que poderia me garantir uma empregabilidade maior, para eu poder concretizar meu desejo de ser servidor público. Antes disso eu já tinha cursado datilografia de graça, oferecido pela Prefeitura de Camaçari. O curso de informática era dividido em 3 semestres cada módulo (123 - básico, 456 - intermediário e 789 - avançado) e eu só tive dinheiro para pagar o primeiro. A partir do segundo módulo, já desempregado ou só fazendo trabalhos temporários, quem pagava meu curso e o meu transporte era minha mãe, e com o troco da passagem do ônibus Camaçari x Lapa junto com o dinheiro do lanche que eu deixava de fazer, ia juntando para poder sair de vez em quando nos finais de semana, até surgir uma oportunidade...
Até passar em um concurso, eu me virava como podia numa época que emprego já era algo muito difícil, principalmente para quem não tinha o velho QI (quem indicasse), foi aí que um dia quando eu tinha pouco tempo de completado 18 anos, minha mãe, então funcionária do colégio CEMA de Camaçari, me trouxe a informação, passada a ela por uma colega do trabalho, sobre o concurso do Tribunal de Contas junto com o da Assembleia Legislativa da Bahia. Li o edital com muita atenção e descobri que para Camaçari numa das inspetorias do TCM, existia UMA VAGA para a qual estaria apto, pois, eu tinha praticamente acabado de completar o antigo segundo grau (hoje nível médio)! Fui ao velho banco BANEB (vulgo "Banebão) para fazer minha inscrição (claro, paga por minha mãe), sob o olhar de desdém da funcionária do caixa (outra história para eu contar com mais detalhes depois em outro texto).
Eu precisava estudar muito para as provas e o que tínhamos naquela época eram os cursos para concurso (todos em Salvador) ou estudar por conta própria com apostilas vendidas em bancas de revistas. Eu só tinha a segunda opção, ainda assim com algumas restrições. Minha mãe (mais uma vez ela, meu amor) me deu o dinheiro para comprar apostilas, mas, quando cheguei à banca que ficava em frente ao Colégio Central em Salvador, o dinheiro só dava para comprar da mais simples, cujos assuntos nem eram assim tão atualizados. Trouxe-a assim mesmo, já que era o que eu podia!
A partir daí, como eu estava desempregado (e isso já durava quase oito meses) eu tinha o hábito de por minha apostila debaixo do braço, pegar um pacote de bolacha “cream cracker” e passar o dia inteiro sentado ao lado do Fórum da justiça estadual, no Centro Administrativo Municipal de Camaçari, lendo tudo e respondendo os exercícios. Lá era tranquilo, arejado e um lugar que eu adorava passar horas estudando, estudando e estudando... EU PERDI FESTAS, EU PERDI FARRAS, EU PERDI FINAIS DE SEMANA, EU PERDI NOITES, EU PERDI ATÉ UMA NAMORADA QUE TINHA NA ÉPOCA, pois, nem grana para comprar um pirulito eu tinha, MAS NUNCA PERDI A FÉ E A ESPERANÇA DE PASSAR! Fui fazer a prova no Colégio Carneiro Ribeiro, na Lapinha (claro, com as passagens de ônibus pagas por minha mãe) e quando o resultado foi publicado no jornal A Tarde, minha amiga Claudinha Almeida, filha do saudoso maestro e fundador da BAMUCA, Sinésio Almeida, me ligou de sua casa para me dizer: VOCÊ PASSOU E FOI O PRIMEIRO COLOCADO!
A segunda fase do concurso foi justamente de informática... Informática! Aquela mesmo que até fazer o curso na BYTE eu não dominava, mas que após concluí-lo, até “Certificado de Honra ao Mérito” como um dos melhores alunos da classe eu ganhei! O investimento estava começando a ter retorno! Teste de digitação, eu fiz tudo muito rapidinho, digitação era moleza, afinal, EU TINHA CURSADO DATILOGRAFIA! Pronto, a partir daí, com a publicação do resultado final no Diário Oficial do Estado, aquela ÚNICA (e concorrida) vaga foi a do garoto de 18 anos prestes a fazer 19, que passava o dia sentado estudando ao lado do fórum...
O fato é que lá se vão 16 anos de serviços prestados como servidor concursado no mesmo órgão público, cujos dias de trabalho que eu dedico paga as minhas contas, e apesar de já ter sido até aprovado até em outros concursos, resolvi ir ficando por lá, pois, em muitos casos além das condições serem melhores, até 2009 eu trabalhava a 15 minutos de casa, no centro de minha amada Camaçari (desde então estou lotado em Salvador).
Pois bem, para quem sempre me perguntou, foi dessa forma que consegui “ter um emprego desses”, que nem é o melhor do mundo, mas que me permite, por exemplo, garantir de forma digna o meu sustento, sair do trabalho às sextas-feiras a partir das 13 horas e estar de folga aos sábados, domingos e feriados! Hoje em dia, o que querem os garotos e garotas aos 18 anos? Festas? Farra? Futilidades? Muita gente hoje não quer estudar e quer que o “trabalho bom, com computador e ar condicionado” (como eu já ouvi de meio mundo) caia do céu igual à chuva no inverno... Isso não vai acontecer, pois, a vida de verdade é muito dura, "principalmente para quem é mole" (já dizia o ditado)!

Danival Dias
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

E ainda há quem defenda o pedágio!

Clube do Otário. Fonte da imagem: http://migre.me/c5oDj
Com o início das obras de duplicação da 'Via-Parafuso' e da 'CIA x Aeroporto', já ouvi pessoas considerando “justa” a cobrança dos pedágios que sitiaram a cidade de Camaçari. Há quem tenha a falsa impressão que são “somente” R$ 2,80 (dois reais e oitenta centavos) e que isso é pouco, mas a coisa não é bem assim... 

Fiz uma conta rápida, em 12 meses, eu que pago pedágio antecipado, pois, trabalho na capital, já terei desembolsado a quantia de R$ 1.680,00 (mil seiscentos e oitenta reais), esse valor, somados ao IPVA (Imposto sobre a propriedade de veículos automotores, criado com o objetivo, entre outros, de justamente manter as vias) no valor de R$ 890,00 (oitocentos e noventa reais – valor/base 2012), dará um total de R$ 2.570,00 (dois mil quinhentos e setenta reais) que terei que pagar por ter trabalhado a vida inteira e ter podido um dia comprar um carro! (Lembrei de ‘Ouro de Tolo’ do mestre Raulzido: “Eu devia estar feliz/Porque consegui comprar/Um Corcel 73...” – vide: http://migre.me/c5pa4).


Pago também seguro, pois, posso ser roubado pela falta da segurança que o Estado não me dá e apesar de morar ao lado da refinaria, o valor do combustível que o Estado não fiscaliza, já está beirando os R$ 3,00 (três reais) por litro. Mas é assim mesmo, quem permitiu que nossa cidade fosse cercada criminalmente por praças de pedágio, onerando meu custo de vida em R$ R$ 1.680,00 (mil seiscentos e oitenta reais) por ano, anda de helicóptero e tem carro com motorista bancado pelo erário... Com tudo isso, ainda tem quem defenda pedágio? É justo pagar pedágio? Justo um C#R@Lh$! Perdoem-me pela falta de “compostura”, mas isso foi um desabafo...
 

Danival Dias, cidadão CANSADO!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

S.O.S. Jordão


Jordão - Camaçari (BA), em 14/10/12
Alô políticos eleitos e você que acha que está tudo belo em Camaçari. Vocês conhecem o Jordão? Para quem não sabe, é de onde vem minha família materna... Distrito antigo de Camaçari que faz divisa com Dias D’ávila. Abençoado pela natureza e de pessoas simples e honradas, mas que INFELIZMENTE FOI NEGLIGENCIADO POR TODOS OS POLÍTICOS DESSA CIDADE (absolutamente TODOS)! Nem a vinda do Polo nos anos 70 ou da Ford nos anos 2000 trouxe benefícios àquele povo...
Para quem não sabe ou fica falando besteira sem conhecer Camaçari direito, no Jordão não tem rede de esgoto, não tem pavimentação nas ruas, não tem calçadas, postes de iluminação pública, não tem quadra, não tem praça, não tem segurança, não tem saúde, as pontes, que não possuem corrimão ou passagem de pedestre (e que por baixo devem ter uns 40 ou 50 anos de construídas) só permitem a passagem de um carro por vez...
Para quem não tem carro, saibam que no Jordão o transporte público é limitado, lá, os ônibus nos seus raros horários, só vão até a beira da ponte, mas não podem passar por cima por causa do risco de DESABAMENTO. No Jordão, se chover o povo sofre com a LAMA, se fizer sol, sofrem com a POEIRA... Puseram asfalto em Monte Gordo, mas a pavimentação parou na estrada de acesso ao Jordão, que mesmo fazendo parte de Camaçari, seu povo não goza dos R$ 60.000.000,00 (sessenta milhões de Reais) mensais arrecadados por essa cidade! Vergonhoso também é ver que a parte do Jordão que pertence ao município vizinho de Dias D’ávila, algumas das ruas possuem pavimentação. Dias D’ávila mandou calçar parte das ruas do Jordão que lhes pertence, mas a MILIONÁRIA Camaçari NUNCA FEZ O MESMO!
Tenho visto nas redes sociais e nas ruas o povo daqui se engalfinhando por causa da campanha eleitoral do segundo turno EM SALVADOR. PAREM DE BESTEIRA E VÃO AO JORDÃO. Peçam para que os eleitos por aqui, de situação ou oposição cuidem daquele lugar... Vão lá com seus carros e experimentem no conforto do seu ar condicionado o que aquele povo sofre debaixo de sol e de chuva!
Mas há quem diga que está tudo “maravilhoso”... Vão conhecer o Jordão, aliás, vão conhecer toda Camaçari abandonada daquela região, começando aqui pela Biribeira, até chegar a Monte-Gordo, passando pelo renegado Jordão... Alguns dos eleitos por aqui NUNCA PUSERAM OS PÉS NO JORDÃO e por causa de lugares como o Jordão, onde não tem Cidade do Saber, onde as pessoas sequer podem vir à Cidade do Saber por que NÃO TEM TRANSPORTE, é que eu digo que em Camaçari, cidade cuja arrecadação permitiria que dos jardins brotassem “uvas e peras”, AINDA FALTA MUITO!

Danival Dias, cidadão camaçariense apaixonado por sua cidade.
danival.dias@gmail.com 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Vaquejada de Serrinha: Como era e como (eu acho que) está

Curtindo as fotos da galera em Serrinha em 2012, pela quantidade de gente, percebo que a Vaquejada virou uma “grande festa de camisa colorida”, uma reprodução no interior da “Salvador Fest” que nego faz até “beicinho” aqui em Salvador, dizendo que “não tem gente bonita” (ODEIO ESSE JARGÃO)!.
Em 1998 estive no último ano do Parque Fernando Carneiro e assisti ao show do Raio da Silibrina, mesmo ano em que foi inaugurado o majestoso Parque Maria do Carmo, onde assisti, entre outros, o velho Mastruz com Leite...
Hoje em dia, Frajola e Parque “rivalizam”, são duas festas paralelas! A Vaquejada virou “micareta”, com “abadá” e tudo e o Frajola perdeu o "glamour" de outrora, saindo da área do sítio para um descampado empoeirado! Com a invasão dos “bate-voltas” de Salvador, acabaram-se as excursões com aluguéis das casas e quase ninguém mais “curte” a cidade de Serrinha! Coisa boa era passear na Morena Bela, paquerar, tomar uma gelada antes da festa no parque, dançar ao som das barracas...
Quanta nostalgia! Acho que estou ficando velho mesmo, pois, sinto saudade do Frajola no sítio de dia e da festa no Parque à noite, quando a gente se vestia “a caráter” para curtir Reginaldo Rossi, Flávio José, Magníficos... E o "inferninho" no Parque? Forró pé-de-serra até o dia amanhecer! Tempo bom! Muito bom, aliás... rs


Dan - danival.dias@gmail.com
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Camaçari dos jardins de uva e pera

Posto de saúde do Ponto Certo, 05/07/12, 8:00 am.
Analisando como um simples cidadão, observo que há uma subjetividade enorme quando se diz que “hoje vivemos melhor” em Camaçari, se comparando o governo atual a outros governos. Às vezes esquecemos que a garantia de um governo no mínimo melhor que o anterior, não é FAVOR, mas, OBRIGAÇÃO de quem quer que esteja no poder!
Eu não brigo com ninguém por causa de ponto de vista, mas tenho o meu! Há os que acham que estamos bem, mas eu me permito fazer uma análise mais apurada e sem o empenho de emoções partidárias, quando o assunto são os rumos da minha amada cidade. Nem precisamos ser “experts” em administração pública, para fazermos uma pequena comparação, a qual eu repito sempre, a título de ilustração, para demonstrar que as coisas poderiam estar bem melhores na milionária Camaçari.
Feira de Santana, segunda maior cidade do Estado da Bahia, possui 600.000 (seiscentos mil habitantes). Feira hoje é uma metrópole, inclusive a principal cidade da recém criada RMFS (Região Metropolitana de Feira de Santana), dada à sua pujança econômica e sua importância como vetor de crescimento daquela região. Quem conhece Feira, sabe que lá temos a melhor universidade estadual do N/NE, além de um comércio forte, infraestrutura de serviços, transporte público regular, etc... Tudo isso para uma arrecadação mensal, segundo dados públicos da SEFAZ, órgãos de controle externo e balanço da própria prefeitura, de algo em torno de R$20.000.000,00 (vinte milhões de Reais).
Camaçari, a nossa Camaçari, possui em torno de 200.000 (duzentos mil) habitantes e nem de longe possui a infraestrutura de serviços privados ou públicos de Feira de Santana! O transporte público aqui é deficitário, anômalo e administrado de maneira acéfala, a cargo daquelas cooperativas... Se meus irmãos camaçarienses moradores do Jordão, Tiririca, Catu de Abrantes, Biribeira ou até ali de Parafuso ou Verde Horizonte, quiserem participar de uma atividade na “cantada em verso e prosa” Cidade do Saber, SEM CARRO, FICARÃO EXCLUÍDOS! Experimentem ir às escolas municipais e constatem de perto que em algumas, pasmem, falta até papel higiênico!
Em Camaçari, se sairmos pela manhã bem cedo pelas portas dos postos de saúde, as filas são gigantescas! O fato é que Camaçari nem de longe é uma metrópole, já que para muita coisa, somos dependentes de outras cidades (como Salvador, por exemplo). Aqui, a arrecadação, igualmente segundo dados públicos da SEFAZ, órgãos de controle externo e balanço da própria prefeitura, gira em de algo em torno de R$60.000.000,00 (sessenta milhões de Reais) por mês, o que dá aproximadamente 720.000.000 (setecentos e vinte milhões de Reais) por ano!
Num comparativo bem básico, dá para ver que Feira, a metrópole, possui três vezes mais pessoas do que Camaçari, só que em Camaçari, a arrecadação mensal é três vezes maior que a de Feira.
Fechem os olhos e façam um comparativo entre Feira de Santana x Camaçari! E aí? Eu que sou apenas um cidadão comum, do povo e que tive acrescido ao meu custo de vida R$ 140,00 (cento e quarenta Reais) a mais por mês de pedágio, além do que já pago de IPVA, combustível, manutenção, seguro, etc., fico sempre pensando que em Camaçari está faltando algo. Eu não consigo ver esse “mar de rosas” que os mais apaixonados pelo governo insistem em exaltar...
Costumo brincar dizendo que em Camaçari, dos jardins daria para brotar uva e pera e que das fontes luminosas caras instaladas nas praças, daria para jorrar Coca-Cola ou água de coco!
Como muitos por aqui sabem, não sou ligado a grupo político nenhum, tenho grandes amizades no governo e fora do governo e minhas manifestações são somente a de um cidadão exigente, que paga caro para viver numa cidade milionária, onde ainda temos lugares abandonados, empoeirados, sem escola e sem ruas calçadas como o Jordão, como a Biribeira, ruas sujas como as da Nova Vitória e sem calçamento como as do Parque Verde. Lembrando que são, repito, a pequena grande fortuna de R$60.000.000,00 (sessenta milhões de Reais) por mês!
Eu sei que Feira não é a “cidade dos sonhos” quando o assunto é administração de recursos, mas o comparativo é só para termos ideia de como uma cidade grande, uma metrópole é gerida com menos recursos, ao passo que em Camaçari, mais rica e com menos pessoas, ainda temos sim muita coisa a desejar e isso é fato, que me desculpem os mais apaixonados pelos políticos que estão no poder hoje (e que certamente mudarão de lado quando os mandatários forem outros, do mesmo grupo ou não)! Com o que se arrecada em Camaçari, em tese, daria para ter três Feiras de Santana em oferta de serviços públicos!
A gente precisa parar de exaltar esses governantes e passar a fiscalizá-los. Isso é o exercício do controle social, uma obrigação do cidadão, afinal, os recursos são nossos!
Um abraço meu povo querido!

Danival Dias, cidadão camaçariense apaixonado por sua cidade!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Discurso de formatura em Letras

http://migre.me/amXnW
Primeiramente, agradeço a Deus, com a certeza absoluta de que ele aqui se faz presente, abençoando esta cerimônia e acima de tudo nossas vidas! Gostaria de cumprimentar as minhas colegas formandas e antes de tudo, agradecer também a confiança e o carinho que tiveram comigo, na escolha de quem as representaria neste momento. Deixo claro, que minha fala não as substitui e que me sinto muito honrado em ser o porta-voz, perante os amigos e mestres, de pessoas como cada uma de vocês!
Cumprimento o professor Jan Edson Rodrigues Leite, representante da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba, em nome do qual, saúdo todos os membros da mesa, bem como nossos queridos homenageados e integrantes da Universidade Aberta do Brasil em Camaçari. Nossos pais, amigos, familiares e demais presentes, boa tarde!
Lembro exatamente do dia em que tomei conhecimento, por meio da imprensa local, da oferta de vagas para o curso de Licenciatura em Letras da UFPB em Camaçari. Aluno também de um curso de Direito, imaginei de maneira equivocada, como muitos ainda pensam até hoje, que um curso baseado no mecanismo de Educação a Distância, seria relativamente fácil de concluir, sem ter a mínima ideia da pedreira que seria a partir do dia em que vi o meu nome entre os aprovados no processo seletivo vestibular da instituição. A primeira vez que vi os exercícios de latim, se não fosse pela paciência e dedicação da Professora Paloma, teria desistido já nas primeiras atividades!
Aos que já passaram por aqui, sabem exatamente do que falo, quando digo que NÃO É FÁCIL substituir o ambiente ao qual estamos acostumados, pelo computador, pelo digital. Aos que ainda pretendem vir ou não conhecem, convido-os a esse fascinante mundo da Educação a Distância, uma das responsáveis pela democratização do ensino superior de qualidade, principalmente nos cursos oferecidos pelas instituições públicas integrantes do programa Universidade Aberta do Brasil. Se não fosse a EAD por meio da UAB, como nós, distantes quase mil quilômetros da sede da UFPB, teríamos a honra de hoje, nos tornarmos portadores do valioso Diploma desta respeitada instituição Federal?
Egressos do sistema EAD, principalmente os da nossa instituição, têm mostrado a passos largos a excelência do ensino, cujos reflexos, entre outros, são a qualidade dos profissionais postos a disposição da sociedade, sendo estes, detentores de excelentes notas nos exames nacionais que avaliam a qualidade cursos, além das inúmeras aprovações em concursos públicos e seleções de mestrado dentro e até fora do Brasil.
Sou um completo entusiasta da Educação a Distância, algo que especificamente para cursos superiores, no Brasil ainda é relativamente novo e visto por setores da sociedade e órgãos de classe com desconfiança, mas que mundo afora, há muitos anos vem formando grandes líderes, tendo como exemplo mais famoso o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, responsável pelo fim do regime separatista do apartheid e Prêmio Nobel da Paz que estudou direito por correspondência na Universidade de Londres, enquanto estava na cadeia, isso em meados dos anos 60! Aqui no Brasil, a ex-Ministra Marina Silva e o ex-Presidente Juscelino Kubitschek, foram alunos secundaristas de programas de EAD, que os habilitaram mais tarde a cursarem, respectivamente, história e medicina!
Ana, Antônia, Cleidijane, Jucicleide, Maria das Graças, Rose Mary e Roseane, o exercício de nossa profissão, habilitados pela UFPB via Educação a Distância, fará com que em nossa lida, seja qual for o caminho seguido por cada um de nós, estejamos aptos, nas devidas proporções (ou até nas mesmas proporções, quem sabe) à realização de grandes feitos como foram os de Mandela, Marina e Juscelino! Eu não tenho dúvidas do SUCESSO de cada um de nós, desejo compartilhado, com toda certeza, por cada um dos que estão conosco comemorando a nossa vitória!
Por fim, encerro contando aos presentes que minha relação com a UFPB começou bem antes de um dia eu imaginar ser aluno da instituição, o que só viria ocorrer em 2008. No ano de 2003, então estudante do curso de Ciências Contábeis, estive em um congresso na charmosa cidade de João Pessoa, capital da Paraíba e junto com os demais colegas, ficamos alojados justamente nas dependências da UFPB. Chamou-me bastante a atenção, ao circular por seus corredores, as fotos dos hoje colegas de instituição, fixadas nas paredes após as suas formaturas. Turmas de 79, 80, 89, 2002...
Gostei muito daquilo, era como se aqueles quadros na parede, integrassem a própria estrutura física da instituição e hoje, com muito orgulho, quebrando o protocolo, trago aqui comigo o nosso próprio quadro de formandos, solicitando ao professor Jan Edson, Representante do Magnífico Reitor, que se possível, este seja também fixado em uma das paredes da agora também NOSSA Universidade Federal da Paraíba!
Muito obrigado a todos.
Aos meus colegas, SUCESSO!

Camaçari, 18/08/2012

Danival Pereira Dias
Licenciado em Letras pela UFPB – 2012.1, Orador da turma.

Matéria da PMC: http://www.camacari.ba.gov.br/detalhe_noticia.php?cod_noticia=12124

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Existe “bairro nobre” em Camaçari?

Vi um amigo corretíssimo ao criticar o abandono do Inocoop, bairro de Camaçari tido outrora como "nobre" e que já teve como moradores, a (pseudo)fina-flor da política camaçariense, com vereadores, secretários, prefeitos, etc...

Interessante é que o Inocoop, mesmo se tratando de um conjunto habitacional popular, possuiu esse status de "nobre" sem nunca ter sido realmente, talvez por porque foi um dos primeiros com "prédios" a serem construídos na cidade. De verdade o “Inocoop é uma "COHAB", Conjunto Habitacional. O nome INOCOOP quer dizer, 'Instituto de Orientação ás Cooperativas Habitacionais'. Como o nome diz, é uma instutuição ou organização com o fim de promover a habitação de uma determinada região.” (Fonte: http://migre.me/9meDD) .

Mas atribuir “nobreza” aos lugares em Camaçari é muito comum e por aqui temos esse hábito até hoje, vide o caso do dos conjuntos habitacionais do PAR (Programa de Arrendamento Residencial) como o Verde Ville, além dos imóveis financiados pelo “Minha Casa, Minha vida” da construtora Tenda, ou até o isolado “Bairro Novo”, lá perto da LIMPEC, empreendimento que em todo lugar onde foi construído pelo Brasil afora, recebeu a alcunha de "POPULAR" (vide o caso do de Salvador, que fica na Cia x Aeroporto, divisa com Itinga e Areia Branca), mas que em Camaçari tem status de "nobre" para alguns, que se referem àquela “lonjura”, onde não se tem NADA, nem transporte, como se fosse algo "do outro mundo" (E eu até acho que é, já que fica perto de nada com coisa nenhuma)! Qual é mesmo a nobreza desses lugares?

A realidade é que o verdadeiro "bairro nobre" de Camaçari foi Villas do Atlântico, em Lauro de Freitas, já que quem veio trabalhar no Polo e tinha grana de verdade foi para lá, fato que aconteceu novamente com a vinda da Ford, ficando aqui no Inocoop esse "cemitério de prédios" medonhos (Quem com mais de 25 anos não se recorda da época dos prédios inteiros abandonados e das invasões?), com suas ruas esburacadas, apertadas e hoje perigosas, tomadas pela violência e pelo TRÁFICO DE DROGAS. Um bairro que como meu amigo bem disse, foi lotado de políticos, mas que JAMAIS tomaram partido do lugar em que eles mesmos "viviam"!

O caos no Inocoop, bairro que não tem nem uma praça ou área de lazer para seus moradores, que tem um trânsito desgraçado quando inventam de parar dois lados da via principal e que os botecos infernizam a vida do povo com o barulho e todo tipo de transtorno, reflete bem o descaso em toda Camaçari, praticado por TODOS os governos dos últimos 30 anos... 

Inocoop, Verde Horizonte, Cristo Redentor, Nova Vitória, Ponto Certo, Gravatá, Rabo da Gata, Gleba A, B, C, PHOC's... Hoje em dia é tudo a mesma coisa! E respondendo a pergunta que eu mesmo fiz, sim, existe bairro "NOBRE" em Camaçari, porém, eles ficam na Orla: Interlagos, Paraíso dos Lagos, Genipabu, Busca Vida... Inocoop e nenhum dos outros citados aqui na sede da cidade, não chegam nem perto dos verdadeiros "bairros nobres" de Camaçari, onde residem Deputados, Governadores, Empresários, etc...

Por aqui não temos bairro NOBRE, temos, bairro POBRE e tenho dito!

Danival Dias
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Boas Festas parcelado

Imagem: http://migre.me/7fywB
É impressionante como no final do ano ficamos mais sensíveis! Luzes de Natal, musiquinhas temáticas, presentes, confraternizações com os amigos, beijos, abraços e desejos de um ano novo repleto de felicidades...

Chega dia 1º de janeiro e ainda sob a ressaca do vinho da noite anterior, a maioria de nós já esquece de toda a bondade plena de horas antes e volta a se comportar da mesma forma que fará pelos onze meses seguintes do ano, sem carinho, sem abraço, sem bem querer, até chegar o próximo mês de dezembro com o Natal e as festas de fim de ano, começando tudo novamente, luzes, musiquinha, presentes...

Tenho uma sugestão, este ano, ao invés de desejar somente um feliz Natal e um próspero ano novo, meus votos são de que peguemos todo o excesso de bondade que aflora em nossos corações "somente" em dezembro e assim como fazemos em nossas compras, dividamos em "12 PARCELAS IGUAIS" (e neste caso, de preferência com juros), assim, teremos um pouquinho do espírito de festa, paz, felicidade e desejo de dias melhores ao próximo em cada mês do ano que se aproxima!

Feliz 2012(*), com saúde, sorriso, paz, abraço e muita esperança por momentos felizes... Lembrem-se, não estaremos aqui para sempre!

Danival Dias
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(*) Texto originalmente publicado no Camaçari Notícias em 2008, desejando um feliz 2009.

sábado, 16 de julho de 2011

Eu ainda acredito perdidamente no amor...

Imagem:http://acessa.me/f9jp
Virou epidemia a fala de algumas de mulheres trazendo falsa a idéia de que a “responsabilidade” por uma relação bacana, sadia, com amor, carinho, respeito, atenção, companheirismo e etc., seja somente dos homens... Os insucessos e frustrações também nos são atribuídos, já que segundo algumas delas, somos nós que “não prestamos” ou que “somos todos iguais”!
Discordo da idéia de que o problema é de gênero, pois, com absoluto conhecimento de causa, posso afirmar que nós, os homens, também passamos por "poucas e boas" quando o assunto é relacionamento amoroso!
O que nós mesmos andamos fazendo para mudar a realidade de supostas dificuldades? Quais são os requisitos/valores que atribuimos para darmos uma oportunidade a alguém? Eu só quero o “sarado(a)”, o “gatinho(a)”, o “rico(a)”? Eu sou o “sarado(a)”, o “gatinho(a)”, o “rico(a)” para só querer alguém assim? Isso é realmente importante? Existe mesmo “receita de bolo” para que relações sejam perfeitas? SERÁ QUE O PROBLEMA NÃO ESTÁ EM NÓS E EM NOSSAS ESCOLHAS?
Eu, ao invés de traçar “perfis imaginários de pessoas perfeitas”, que só figuram minhas fantasias, prefiro buscar as oportunidades e dar oportunidades, vivendo um dia de cada vez, o que parece clichê, mas funciona!
Diferentemente da prática de muitos, mesmo já tendo passado maus bocados, nunca abracei as generalizações do tipo “toda mulher é assim ou assada” como verdade absoluta. Prefiro acreditar que cada pessoa tem o seu jeito de ser e é única! O resultado disso é maravilhoso, pois, quando se menos espera, alguém especial aparece em sua vida lhe dizendo algo como as belíssimas palavras de Caio Fernando de Abreu: “Calma, eu estou com você”!
Eu ainda acredito perdidamente no amor...
Danival Dias
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